A fila do pão

A fila do pão

Como imaginar que algo tão banal e simples poderia causar sua morte? Hoje dez pessoas perderam sua vida na guerra da Ucrânia na fila de uma padaria. Assisto com o coração pesado o avanço da destruição, os bombardeios, os crimes e crueldade extrema com a população. Acredito firmemente que não há vitoriosos em uma guerra. Se a violência bruta chegou a este extremo considero que foi perdido o mais importante: a humanidade.

Os reflexos desses conflitos assombrarão gerações de vítimas e soldados, todas famílias destruídas, os refugiados em fuga, os feridos e voluntários que estão prestando ajuda humanitária em diversas cidades. Forma-se uma cadeia de sofrimentos que aos poucos alcançará os quatro cantos do mundo. Seremos incapazes de nos esconder, não poderemos fugir dessa dor coletiva. As razões para justificar essa estupidez estão além de minha compreensão. Poder, ganancia, maldade, não podem ser mais importantes que a liberdade, a vida e a paz. Minha analise não tem pretensões jornalísticas ou de política estrangeira, é quase infantil, um simples desabafo de alguém que nada pode interferir no curso dos eventos, nada ou quase nada posso fazer para impedir a guerra. Afinal, quem sou eu na fila do pão?

Da pequena parcela que me cabe tento ensinar as pessoas a encontrar a paz interior, através da meditação, reflexões e programas de educação para paz. Conduzo meu trabalho e minha vida. É pouco, ou quase nada, eu sei, mas é o melhor que posso fazer.

Deixo aqui meus sentimentos profundos por todos que perderam seus filhos, maridos, vizinhos, amigos e pais nessa guerra infeliz. Manterei minha preces e aspirações que esse momento sombrio acabe rapidamente e definitivamente.

Que a paz encontre o caminho nos corações de todos!

Regina Proença

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