NIETZSCHE E A METÁFORA COMO FIGURA DE EXPRESSÃO E INTERPRETAÇÃO DO MUNDO

Mais do que enredarmo-nos num sistema filosófico fechado, ao ler os aforismos de Nietzsche como que nos deliciamos com seu estilo expressivo e interpretativo completamente aberto às mais variadas reavaliações.

Sua ascese pagã, se assim pudéssemos chama-la, é de natureza completamente distinta das práticas disciplinares que pretendem recompensa num além possível para a existência no mundo.

Trata-se, antes, daquele rigor reservado aos grandes pensadores que duelam com a palavra, como diria Carlos Drummond de Andrade, numa esgrima cujo fito primeiro e último é reinterpretar a interpretação engessada pela tradição.

Seu pensamento propõe-nos uma afirmação tão radical da vida que nem mesmo os conceitos de felicidade e verdade, tão caros à história da filosofia no ocidente, dão conta de proposta tão renovadora para limpar as lentas que utilizamos para ver o mundo.

Ao optar pelo aforismo, Nietzsche implode o sentido usual dos conceitos e reelabora-os numa espécie de resgate do significado primeiro das palavras.

Sua experiência como filólogo repercutirá por toda sua vida, determinando, especialmente, seu modo de digerir os textos que lhe caem às mãos.

Num tempo em que tantas perplexidades paralisam nossa capacidade de compreensão, com a consequente despotencialização das vontades, as metáforas de Nietzsche são verdadeiro bálsamo para reassumirmos nossa mais genuína vontade de poder.

Luiz Carlos Andrade Santos é filósofo, cinéfilo e estudioso da obra de Nietzsche.

Dia 22/07 – Sábado – 15h ás 17h30
Convites antecipados 20,00 – Vagas Limitadas

Fora da Caixa – Coletivo Cultural
Rua Riachuelo, 437 – Vergueiro – Sorocaba
Fone (15) 991.242950 ou contato@foradacaixacoletivo.com.br

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