{"id":363,"date":"2017-03-22T22:19:54","date_gmt":"2017-03-23T01:19:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/?p=363"},"modified":"2022-02-06T12:39:02","modified_gmt":"2022-02-06T15:39:02","slug":"inclusao-tolerancia-agape","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/inclusao-tolerancia-agape\/","title":{"rendered":"INCLUS\u00c3O, \u201cTOLER\u00c2NCIA\u201d(?), \u00c1GAPE"},"content":{"rendered":"<p>INCLUS\u00c3O, \u201cTOLER\u00c2NCIA\u201d(?), \u00c1GAPE<br \/>\nSilvia Simone Anspach<\/p>\n<p>Eu deveria falar de toler\u00e2ncia no espa\u00e7o deste texto. Deveria, mas n\u00e3o vou faz\u00ea-lo de maneira inquestionada. J\u00e1 h\u00e1 algum tempo, certos temas v\u00eam sendo discutidos \u00e0 exaust\u00e3o, e a repetitividade de enfoques sobre eles os desgasta e os torna previs\u00edveis. Al\u00e9m do mais, a cartilha do \u201cpoliticamente correto\u201d vem impondo um jarg\u00e3o frequentemente utilizado de maneira acr\u00edtica, mec\u00e2nica e conduzindo a uma homogeneiza\u00e7\u00e3o do pensamento. O termo \u201ctoler\u00e2ncia\u201d, por exemplo, que surge em tal cartilha de maneira persistente e inquestionada, apresenta uma inadequa\u00e7\u00e3o flagrante: Em vez de \u201ctolerarmos\u201d, suportarmos o diverso, precisamos acolh\u00ea-lo, abra\u00e7\u00e1-lo, aceit\u00e1-lo. Al\u00e9m do mais, \u201ctoler\u00e2ncia\u201d (bem como a no\u00e7\u00e3o correlata &#8211; a de \u201cdiversidade\u201d) n\u00e3o pode pressupor o unilateralismo e radicalismo que se nota em grande parcela da discuss\u00e3o sobre o assunto a que se refere. Nem tampouco pode acarretar a confus\u00e3o entre os dom\u00ednios que abarca e o territ\u00f3rio da permissividade.<br \/>\nPrefiro utilizar um r\u00f3tulo muito mais abrangente e mais inclusivo: \u201camor\u201d \u2013 palavra desgastada, mal compreendida e que parece fugir \u00e0 reflex\u00e3o consciente, respons\u00e1vel. Palavra que merece discuss\u00e3o s\u00e9ria a partir de uma perspectiva acad\u00eamica.<\/p>\n<p>1. Toler\u00e2ncia e o terreno das dicotomias<br \/>\nNada menos inclusivo, mais desfavor\u00e1vel \u00e0 vig\u00eancia da aceita\u00e7\u00e3o e do acolhimento que o pensamento dicot\u00f4mico. Em tal pensamento, se enra\u00edza uma s\u00e9rie de fal\u00e1cias: Ou se \u00e9 de direita radical ou de extrema esquerda. Ou se \u00e9 coxinha ou mortadela. Quem \u00e9 branco \u00e9 sempre elitista e opressor, ao passo que quem \u00e9 negro \u00e9 necessariamente apoiador e representante de uma causa libert\u00e1ria. Quem apoia um modelo de fam\u00edlia convencional \u00e9 necessariamente homof\u00f3bico. Todo o padre \u00e9 ped\u00f3filo; e todo o ateu tem um comportamento sexual impec\u00e1vel. Todo o judeu \u00e9 um usurpador implac\u00e1vel, e todo o palestino tem direitos inquestion\u00e1veis, sendo ainda sempre apoiador da paz no planeta. \u201cN\u00f3s\u201d estamos corretos; \u201celes\u201d, errados. E vice-versa. O n\u00famero de racioc\u00ednios defectivos, fal\u00e1cias ou sofismas baseados no pensamento di\u00e1dico se multiplica ao infinito. Sustenta desentendimentos, perigosas cis\u00f5es dentro do tecido social, instabilidade pol\u00edtica, guerras. Fundamenta a intoler\u00e2ncia: Quem est\u00e1 de um lado, n\u00e3o enxerga o outro lado. Ou distorce o outro atrav\u00e9s de sua \u00f3tica pr\u00f3pria, de seus pr\u00e9-julgamentos e seus preconceitos. Ou seja, n\u00e3o v\u00ea o outro na sua alteridade, mas sim visualiza suas pr\u00f3prias proje\u00e7\u00f5es, sua sombra e seus fantasmas interiores no outro.<br \/>\nSe at\u00e9 na literatura e no cinema de quinta categoria se distinguem 50 tons de cinza, por que no plano ideol\u00f3gico e filos\u00f3fico (exatamente dom\u00ednios nos quais o Infinito poderia se instalar), distinguem-se apenas tons extremos? Por que endossar esta vis\u00e3o m\u00edope, perigosamente radicalizada? Onde passa a viger uma \u00f3tica deturpada, o di\u00e1logo se fecha, a polariza\u00e7\u00e3o extremada cega. Onde parece haver di\u00e1logo, o unilateralismo imp\u00f5e sua vis\u00e3o pr\u00f3pria, monol\u00f3gica. \u00c9 para isso que nos alerta Martin Buber (1982: 58):<br \/>\nChamo de dobrar-se-em-si-mesmo o retrair-se do homem diante da aceita\u00e7\u00e3o, na ess\u00eancia do seu ser, de uma outra pessoa na singularidade que n\u00e3o pode absolutamente ser inscrita no c\u00edrculo do pr\u00f3prio ser e que contudo toca e emociona substancialmente a nossa alma, mas que de forma alguma se lhe torna imanente; denomino dobrar-se-em-si-mesmo a admiss\u00e3o da exist\u00eancia do Outro somente sob a forma da viv\u00eancia pr\u00f3pria, somente como \u201cuma parte do meu eu\u201d. O di\u00e1logo torna-se a\u00ed uma ilus\u00e3o (&#8230;).<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m nos lembra Ludwig Feuerbach (apud Buber, 1982: 62):<br \/>\nA dial\u00e9tica verdadeira n\u00e3o \u00e9 um mon\u00f3logo do pensador solit\u00e1rio consigo mesmo, \u00e9 um di\u00e1logo entre Eu e Tu.<\/p>\n<p>Dicotomias radicalizadoras muitas vezes se disfar\u00e7am em atitudes generosas: Cada lado se v\u00ea como salvador da p\u00e1tria e da humanidade, como arauto do pensamento libert\u00e1rio, quando na verdade, est\u00e1 sepultando toda a liberdade e gerando novos modos de opress\u00e3o. Em vez de \u201ctoler\u00e2ncia\u201d, gera uma \u201c\u00e9tica\u201d da exclus\u00e3o \u2013 calcada num v\u00edcio do pensamento ocidental: O mundo ocidental \u00e9 o do \u201cisto ou aquilo\u201d (O. Paz, 1976: 41), eu ou eles, esquerda ou direita, preto ou branco, etc. \u00c9 o mundo da exclus\u00e3o, disfar\u00e7ado muitas vezes em territ\u00f3rio da inclus\u00e3o, toler\u00e2ncia, acolhimento.<\/p>\n<p>2. Inclus\u00e3o. \u00c1gape. Toler\u00e2ncia(?)<br \/>\nInversamente, a inclus\u00e3o, a aceita\u00e7\u00e3o, o acolhimento, o amor pelo outro enquanto ser humano, fundamenta-se numa l\u00f3gica como a que, segundo Octavio Paz (1976: 41) embasa o pensamento oriental:<br \/>\n(&#8230;) estas afirma\u00e7\u00f5es, o Upanishad Chandogya condensa-as na c\u00e9lebre forma \u201cTu \u00e9s aquilo\u201d.<\/p>\n<p>Ou seja, n\u00e3o se trata de eu versus outro, eu OU o outro. O eu \u00c9 o outro e vice-versa, sem perder sua pr\u00f3pria identidade e ess\u00eancia.<br \/>\nPortanto, o verdadeiro s\u00e1bio despreza o isto e o aquilo e se refugia no Tao &#8230; [Chuang Ts\u00e9] H\u00e1 um ponto em que isto e aquilo, pedras e plumas, se fundem (Octavio Paz, 1976: 41)<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata aqui de mera \u201ctoler\u00e2ncia\u201d. Trata-se de fus\u00e3o, comunh\u00e3o, \u201crela\u00e7\u00e3o\u201d no seu sentido mais profundo:<br \/>\nA verdadeira rela\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela que \u00e9 gerada pela comunh\u00e3o dos seres. Aquela que eles experimentaram com o Ser Absoluto: sem palavras, sem fadiga sem lamentos, sem desejos. Simplesmente amor, presen\u00e7a, entrega e receptividade. Mas sem perder a unidade de si mesmos nem ferir a alteridade. (Jorge Trevisol, 2000: 251)<\/p>\n<p>O amor possessivo, que busca o poder e a satisfa\u00e7\u00e3o do ego, n\u00e3o cabe neste espa\u00e7o. Nem a \u201ctoler\u00e2ncia\u201d ou a \u201cintoler\u00e2ncia\u201d, que v\u00eam o outro como um ser alheio, apenas suportado ou, inversamente, rejeitado. Quem comunga da \u00f3tica do outro n\u00e3o julga. Nem vice-versa. Na \u201ctoler\u00e2ncia\u201d ou \u201cintoler\u00e2ncia\u201d, h\u00e1 par\u00e2metros estabelecidos, expectativas. No amor verdadeiro e incondicional, n\u00e3o existem expectativas, \u201cantecipa\u00e7\u00f5es\u201d. E o outro n\u00e3o responde ou reage a um esquema pr\u00e9vio. Responder \u00e9 ser \u201crespons\u00e1vel\u201d. E nos dom\u00ednios do amor, \u00e9 ser \u201ccorrespons\u00e1vel\u201d: Amor \u00e9 responsabilidade de um EU para com um TU (Martin Buber, 1979: 17) e vice-versa: Rela\u00e7\u00e3o \u00e9 reciprocidade (Ibid., p. 18).<br \/>\nEntre o EU e o TU n\u00e3o se interp\u00f5e nenhum jogo de conceitos, nenhum esquema, nenhuma fantasia; e a pr\u00f3pria mem\u00f3ria se transforma no momento em que passa dos detalhes \u00e0 totalidade. Entre EU e o TU n\u00e3o h\u00e1 fim algum, nenhuma avidez ou antecipa\u00e7\u00e3o (&#8230;). Somente na medida em que todos os meios s\u00e3o abolidos, acontece o encontro. (Buber, 1979: 13)<\/p>\n<p>Na toler\u00e2ncia, h\u00e1 expectativa e, portanto, h\u00e1 pelo menos um vest\u00edgio de narcisismo. As expectativas, \u201cesquemas\u201d e \u201cantecipa\u00e7\u00f5es\u201d pertencem ao eu possessivo, controlador, ao reino dos espelhamentos, ao \u201cEros de asa mutilada\u201d:<br \/>\nO reino do Eros de asa mutilada \u00e9 um mundo de espelhos e espelhamentos. Mas l\u00e1 onde reina o Eros alado n\u00e3o h\u00e1 espelhamento: aqui eu, o amante, volto-me para este outro homem, o amado, na sua alteridade, na sua independ\u00eancia, na sua realidade pr\u00f3pria, e volto-me para ele com todo o poder de inten\u00e7\u00e3o do meu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o. (Buber, 1982: 64)<\/p>\n<p>O reino do Eros alado, do amor, da incondicionalidade \u00e9 o territ\u00f3rio do \u00c1gape:<br \/>\n\u00c1gape \u00e9 o amor incondicional, o amor generoso, o amor sem limites, puro e livre! [grifos meus] (&#8230;) A suposta amizade vive de expectativas. (&#8230;) As amizades interesseiras t\u00eam prazo de validade\u201d. (Gabriel Chalita, apud Pe. Marcelo Rossi, 2010: 11)<\/p>\n<p>3. Liberdade X Permissividade<br \/>\n\u201cLivre\u201d na cita\u00e7\u00e3o acima \u00e9 palavra-chave. \u00c1gape \u00e9 liberdade e cor(responsabilidade), o que n\u00e3o se resume no ato de seguir superficialmente r\u00f3tulos listados em cartilhas de procedimento. Implica uma decis\u00e3o consciente de dentro para fora, envolvendo a natureza do ser humano com outros seres, respeitados na plenitude de sua humanidade e liberdade.<br \/>\nMas aqui reside uma armadilha: Aceitar, amar ou at\u00e9 mesmo tolerar n\u00e3o significa acatar qualquer coisa, sem limites nem criticidade. N\u00e3o se pode compactuar com a indignidade, com o atentado \u00e0 vida, com a transgress\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o social civilizada e dos par\u00e2metros da \u00e9tica, com o desrespeito ao bem comum e ao patrim\u00f4nio p\u00fablico. Liberdade e permissividade n\u00e3o se equivalem. E dizer \u201cn\u00e3o\u201d \u00e0quilo que atenta contra a dignidade do humano e da vida n\u00e3o \u00e9 censura, e sim exerc\u00edcio respons\u00e1vel da liberdade.<br \/>\nO amor-\u00c1gape \u00e9 t\u00e3o incondicional e livre que, na viv\u00eancia extrema de Viktor E. Frankl (2005: 44) em campos de concentra\u00e7\u00e3o, demonstrou ser capaz de transcender a morte:<br \/>\n&#8230;o amor pouco tem a ver com a exist\u00eancia f\u00edsica de uma pessoa. Ele est\u00e1 ligado a tal ponto \u00e0 ess\u00eancia espiritual da pessoa amada, (&#8230;) que a sua \u201cpresen\u00e7a\u201d e seu \u201cestar-aqui-comigo\u201d podem ser reais sem sua exist\u00eancia f\u00edsica. Eu n\u00e3o sabia, nem poderia ou precisaria saber, se a pessoa amada estava viva. (&#8230;) Se naquela ocasi\u00e3o tivesse sabido: minha esposa est\u00e1 morta \u2013 acho que este conhecimento n\u00e3o teria perturbado meu enlevo interior naquela contempla\u00e7\u00e3o amorosa. O di\u00e1logo espiritual teria sido igualmente intenso e gratificante. Naquele momento me apercebo da verdade: \u201cP\u00f5e-me como selo sobre o teu cora\u00e7\u00e3o &#8230;. porque o amor \u00e9 forte como a morte. Cantares, 8.6\u201d<br \/>\nEm suma&#8230;<br \/>\nO momento atual pede muito mais do que \u201ctoler\u00e2ncia\u201d. Pede uma revis\u00e3o de conceitos, uma reeduca\u00e7\u00e3o do racioc\u00ednio, no sentido de transcender uma l\u00f3gica de polariza\u00e7\u00e3o, cis\u00e3o, dicotomiza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos nos contentar em ser algu\u00e9m que meramente tolera, \u201caguenta\u201d o outro. Temos que nos assumir como companheiros de jornada neste planeta. Somos todos igualmente humanos. Somos UM. Eu que comunga com o Tu. Sem buscar vit\u00f3rias ou desejar derrotas. Incondicionalmente, assumindo nosso papel e miss\u00e3o dentro dessa jornada. M\u00e3os dadas, juntos e n\u00e3o contra. N\u00e3o Eu ou Tu. Eu E Tu. Fus\u00e3o. \u00c1gape.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS BIGLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><br \/>\nBUBER, Martin. Eu e Tu. S\u00e3o Paulo: Cortez e Moraes, 1979.<\/p>\n<p>_____________. Do Di\u00e1logo e do Dial\u00f3gico. S\u00e3o Paulo: Perspectiva (Debates, 158), 1982.<\/p>\n<p>CHALITA, Gabriel. \u201cPref\u00e1cio\u201d. In Pe. Marcelo Rossi. \u00c1gape. S\u00e3o Paulo: Globo, 2010.<\/p>\n<p>FRANKL, Viktor E. Sede de Sentido. S\u00e3o Paulo: Quadrante, 1998.<\/p>\n<p>________________. Em Busca de Sentido \u2013 Um Psic\u00f3logo no Campo de Concentra\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Leopoldo: Sinodal \/ Vozes, 2005.<\/p>\n<p>PAZ, Octavio. Signos em Rota\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Perspectiva (Debates, 48), 1976.<\/p>\n<p>TREVISOL, Jorge. Amor, M\u00edstica e Ang\u00fastia: Mist\u00e9rios Inevit\u00e1veis da Vida Humana. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2000.<\/p>\n<p><em><br \/>\n<strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-364 alignleft\" src=\"http:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/SILVIA-SIMONE-ANSPACH-240x300.jpg\" alt=\"\" width=\"111\" height=\"139\" srcset=\"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/SILVIA-SIMONE-ANSPACH-240x300.jpg 240w, https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/SILVIA-SIMONE-ANSPACH.jpg 462w\" sizes=\"auto, (max-width: 111px) 100vw, 111px\" \/>SILVIA SIMONE ANSPACH<\/strong><\/em><br \/>\nPhD em Comunica\u00e7\u00e3o, (Brasil e EUA), Mestre em Lingu\u00edstica Aplicada (Inglaterra), Especialista em Psicologia Anal\u00edtica, Psicanalista, Bacharel em Letras (Br.). Foi Fulbright Scholar na UNC \u2013 EUA. Seus livros: Entre Babel e o \u00c9den; Arte, cura, loucura; Melosofia; A psique e a religi\u00e3o; Patches and Sketches; Veneno (coautoria), diversos textos em peri\u00f3dicos e livros no Brasil e no exterior. V\u00e1rios pr\u00eamios e distin\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INCLUS\u00c3O, \u201cTOLER\u00c2NCIA\u201d(?), \u00c1GAPE Silvia Simone Anspach Eu deveria falar de toler\u00e2ncia no espa\u00e7o deste texto. Deveria, mas n\u00e3o vou faz\u00ea-lo de maneira inquestionada. J\u00e1 h\u00e1 algum tempo, certos temas v\u00eam sendo discutidos \u00e0 exaust\u00e3o, e a repetitividade de enfoques sobre eles os desgasta e os torna previs\u00edveis. 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