{"id":1855,"date":"2018-01-24T16:33:27","date_gmt":"2018-01-24T18:33:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/?p=1855"},"modified":"2018-02-01T10:36:26","modified_gmt":"2018-02-01T12:36:26","slug":"joao-gilberto-a-esfinge-que-nao-devora-os-incautos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/joao-gilberto-a-esfinge-que-nao-devora-os-incautos\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Gilberto &#8211; A esfinge que n\u00e3o devora os incautos"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1863 alignleft\" src=\"http:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pyramids-297186_post-300x225.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pyramids-297186_post-300x225.png 300w, https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/pyramids-297186_post.png 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Tributo ao amigo Luiz Carlos,<\/em><\/p>\n<p><em>Nem todos tiveram a honra de conhecer Luiz Carlos Andrade Santos pessoalmente, recentemente ele nos deixou e com ele levou uma parte de nossos cora\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, devido ao seu talento em escrever e ensinar, deixou muitos textos, poemas, ensaios e trocas de emails que revelam, n\u00e3o apenas sua genialidade, mas seu estilo leve, profundo e delicioso de compartilhar sua alma. Entre suas paix\u00f5es estava a m\u00fasica, cinema, filosofia e seu viol\u00e3o, que o acompanhava diariamente. Foi um m\u00fasico virtuoso e inspirado!<\/em><br \/>\n<em>Em sua homenagem reunimos alguns de seus escritos, que nos foram enviados atrav\u00e9s de amigos em comum, e decidimos public\u00e1-los na Openzine para que sua mem\u00f3ria continue vibrando e nos encantando de onde ele estiver. Fomos presenteados com sua \u00faltima e derradeira aula aqui no coletivo, o v\u00eddeo, na integra, est\u00e1 em nossa revista, assista pelo link: <a href=\"http:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/hello-good-bye\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/hello-good-bye\/<\/a><\/em><\/p>\n<p><em>Saudades sem fim,<\/em><br \/>\n<em>Regina Proenca e equipe Fora da Caixa<\/em><\/p>\n<p><strong><br \/>\nJo\u00e3o Gilberto &#8211; A esfinge que n\u00e3o devora os incautos<\/strong><\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1867 alignright\" src=\"http:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Joao-Gilberto-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Joao-Gilberto-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Joao-Gilberto-768x577.jpg 768w, https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Joao-Gilberto.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/strong><\/p>\n<p>Como possu\u00edsse os tr\u00eas vinis nos quais fora feita colet\u00e2nea, pela EMI, da obra gravada de Jo\u00e3o Gilberto, tinha tamb\u00e9m, nos tr\u00eas encartes, as harmonias com os acordes utilizados por ele na execu\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es. Posto que aprendi a fazer leitura l\u00f3gica de cifras, pude, enfim, experimentar ao viol\u00e3o, tocar com os mesmos acordes que ele em can\u00e7\u00f5es como &#8220;Desafinado&#8221;, &#8220;Este seu olhar&#8221; e &#8220;Brigas nunca mais&#8221;, s\u00f3 para citar aquelas do maestro soberano Ant\u00f4nio Carlos Jobim. Ao contr\u00e1rio do maestro, que estudou harmonia com renomados mestres da m\u00fasica, Jo\u00e3o, ao que saiba, nunca recebeu qualquer ensinamento te\u00f3rico em m\u00fasica. Tal fato me faz pensar que ele \u00e9, ent\u00e3o, &#8220;especializado em si mesmo&#8221;. Seu jeito particular de tocar, cantar e harmonizar can\u00e7\u00f5es (al\u00e9m, \u00e9 claro, da escolha do repert\u00f3rio para tal), \u00e9 fruto do aprendizado consigo mesmo e resultado da obsess\u00e3o em alcan\u00e7ar a mais perfeita interpreta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a can\u00e7\u00e3o escolhida. Luiz Tatit, professor de lingu\u00edstica na USP, diz, com exemplar e rara felicidade, que Jo\u00e3o Gilberto, pelo acabamento que imprime ao tocar e cantar as can\u00e7\u00f5es que escolhe para interpretar, &#8220;retira os andaimes&#8221; de tais can\u00e7\u00f5es, insinuando-nos que seu modo de toc\u00e1-las impede qualquer possibilidade de releitura que possa soar para al\u00e9m daquela realizada por ele, num paroxismo onde &#8220;acabamento&#8221; implica em &#8220;tombamento&#8221;. Esta, digamos assim, cristaliza\u00e7\u00e3o dos registros cancionistas realizados por Jo\u00e3o Gilberto, coloca-nos na encruzilhada de a um s\u00f3 tempo n\u00e3o termos como imit\u00e1-lo, e na qual, simultaneamente, ele se assume como \u00edndice de verifica\u00e7\u00e3o do grau de excel\u00eancia para o fazer musical no Brasil. Eu, como estudante de m\u00fasica e que disponho de pouco tempo para estudar, al\u00e9m de n\u00e3o possuir o talento natural que facilita o caminho para alguns outros, vejo-me, assim, na condi\u00e7\u00e3o de qualquer &#8220;consumidor&#8221; do g\u00eanero &#8220;can\u00e7\u00e3o&#8221;, para o qual, ap\u00f3s o fen\u00f4meno Jo\u00e3o-gilbertiano, somos como que investidos de um n\u00edvel de exig\u00eancia, que se por um lado facilita a triagem, em outro flanco dificulta essa mesma triagem, posto que Jo\u00e3o aboliu, em m\u00fasica, o dilema entre superf\u00edcie e profundidade (vide Jos\u00e9 Miguel Wisnik em &#8220;O som e o sentido&#8221;), ao inventar a &#8220;can\u00e7\u00e3o absoluta&#8221;. Vilem Flusser, em seu gloss\u00e1rio para a obra &#8220;Filosofia da caixa preta&#8221;, define a idolatria como &#8220;a incapacidade para decifrar os significados da id\u00e9ia, n\u00e3o obstante a capacidade de l\u00ea-la e, portanto, adora\u00e7\u00e3o da imagem&#8221;, em evidente eco do pensamento de Plat\u00e3o, para quem a imagem falseia a realidade das coisas, desorientando-nos num mundo em que a imagem toma o lugar da id\u00e9ia. Consequentemente, produz-se o caldo em que todas as formas de idolatria se fazem presente, seja nas religi\u00f5es, nas artes ou nas ideologias. Em Jo\u00e3o, ainda que sua &#8220;pessoa p\u00fablica&#8221; seja cercada do &#8220;folclore&#8221; que o torna exc\u00eantrico a um p\u00fablico \u00e1vido de excentricidades, a obra n\u00e3o \u00e9 indecifr\u00e1vel. Ao contr\u00e1rio, resiste e doa-se inc\u00f3lume e transparente \u00e0s interpreta\u00e7\u00f5es que oscilam da mais alta hermen\u00eautica acad\u00eamica \u00e0 mera opini\u00e3o do senso comum instalado em algum texto jornal\u00edstico. Jo\u00e3o \u00e9 a anti-celebridade capaz de gravar com o mesmo rigor &#8220;Chega de saudade&#8221;, &#8220;Palpite infeliz&#8221; e &#8220;Me chama&#8221;, como se retirasse tais can\u00e7\u00f5es do tempo hist\u00f3rico em que foram feitas. Curiosamente, o rigor de tais empreitadas n\u00e3o o torna indecifr\u00e1vel. Ao contr\u00e1rio, a cifra em que seu trabalho se d\u00e1 \u00e9 acess\u00edvel tanto ao violonista que &#8220;agride&#8221; o viol\u00e3o com &#8220;baladas pops&#8221; quanto \u00e0quele outro tipo de m\u00fasico que se esmera em tocar pe\u00e7as eruditas compostas especialmente para o instrumento. Como num voleio, Jo\u00e3o Gilberto escapa \u00e0s armadilhas que o pudessem torn\u00e1-lo ref\u00e9m da idolatria, ainda que boa parte da &#8220;elite&#8221; da m\u00fasica popular no Brasil o tenha na mais alta conta. \u00c0s vezes parece-me que ainda n\u00e3o foi &#8220;descoberto&#8221; em nosso pa\u00eds. Nunca foi campe\u00e3o de vendas por aqui, ao contr\u00e1rio do que ocorreu nos Estados Unidos, quando ao gravar com Stan Getz, Astrud Gilberto e Tom Jobim, chegou a vender cerca de um milh\u00e3o de c\u00f3pias, em \u00e9poca na qual um n\u00famero assim soa algo extravagante. Caetano Veloso j\u00e1 disse mais de uma vez que o Brasil precisa merecer a Bossa Nova, como que reafirmando o fato de que ainda n\u00e3o atingimos por aqui o n\u00edvel exig\u00edvel para frui\u00e7\u00e3o est\u00e9tica de obras desta envergadura. A id\u00e9ia soa no m\u00ednimo paradoxal, quando pensamos na hip\u00f3tese de um pa\u00eds revelar talentos que n\u00e3o fosse capaz de compreender; como se o Brasil, enquanto na\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tivesse ousadia para, atrav\u00e9s de sua m\u00fasica, mirar a si mesmo no espelho. No entanto, sua m\u00fasica (dele, Jo\u00e3o) est\u00e1 l\u00e1, no centro da gel\u00e9ia geral brasileira (como disse D\u00e9cio Pignatari, algu\u00e9m h\u00e1 de exercer o papel de medula e osso na gel\u00e9ia), perfeitamente &#8220;integrada ao som dos imbecis&#8221; e condenando-nos, para sempre, a &#8220;ser desafinados&#8221; (express\u00f5es utilizadas por Caetano Veloso em sua can\u00e7\u00e3o &#8220;Saudosismo&#8221;).<\/p>\n<p>Falando propriamente do m\u00e9todo escolhido por ele para buscar o n\u00edvel de excel\u00eancia que alcan\u00e7ou, poder\u00edamos dizer que opera na frequ\u00eancia onde harmonia, ritmo e melodia funcionam de forma indissoci\u00e1vel. Por melodia, entendamos aqui, n\u00e3o o som horizontal e sucessivamente emitido por algum instrumento inventado pelo homem. Ao contr\u00e1rio, trata-se do som entoado pelo natural instrumento que \u00e9 a voz humana quando canta afinadamente. Ou seja, como melodia, harmonia e ritmo, em Jo\u00e3o, funcionam de forma absolutamente indissoci\u00e1vel, tais inst\u00e2ncias mant\u00eam-se em equil\u00edbrio, numa rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o admite hierarquias. Para que isto fosse poss\u00edvel, foi necess\u00e1rio despir as can\u00e7\u00f5es da roupagem que at\u00e9 ali sustentava seu oferecimento a um p\u00fablico que n\u00e3o dispunha dos c\u00f3digos necess\u00e1rios a uma aprecia\u00e7\u00e3o diferente, nova, e que implicava na veicula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es que implodiam a redund\u00e2ncia daquilo que, \u00e0 \u00e9poca, se ouvia no r\u00e1dio e posteriormente se passou a ver na televis\u00e3o. Basicamente, \u201cvestir\u201d uma can\u00e7\u00e3o \u00e9 o gesto criativo de se produzir um \u201carranjo\u201d para ela, organizando-a pelos instrumentos escolhidos para execut\u00e1-la e que instauram-lhe, pela harmonia, um clima apropriado. Como dissemos acima, Jo\u00e3o n\u00e3o disp\u00f5es de recursos para \u201carranjar\u201d as can\u00e7\u00f5es que pretende despir. Ter\u00e1 de faz\u00ea-lo de modo absurdamente pessoal, o que s\u00f3 faz acentuar minha percep\u00e7\u00e3o de que \u00e9 especializado em si mesmo. Ant\u00f4nio Carlos Jobim escreveu na contracapa do primeiro long play de Jo\u00e3o, que quando ele toca, a orquestra transforma-se nele, num processo onde, a\u00ed sim, temos a hierarquia que faz com tudo se submeta ao crivo do g\u00eanio. A tarefa de \u201cdespir\u201d as can\u00e7\u00f5es, em Jo\u00e3o, tinha como objetivo revelar-lhes, mais do que sua beleza (est\u00e9tica), sua verdade (episteme), numa produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que lembra a origem da palavra techn\u00e9, que na gr\u00e9cia arcaica tanto servia para se referir \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de sapatos quanto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de poemas. A inven\u00e7\u00e3o da famosa batida, os acordes que harmonizaram as can\u00e7\u00f5es numa vestimenta diferente e o jeito \u00fanico de cant\u00e1-las, revela-nos a pot\u00eancia do procedimento. Isto fica ainda mais claro quando ouvimos algumas grava\u00e7\u00f5es nas quais ele toca acompanhado apenas ao viol\u00e3o, sem arranjos orquestrais. Tudo soa t\u00e3o essencial que \u00e9 como se ele nos tomasse pela m\u00e3o e nos conduzisse \u00e0 cripta onde a obra nasce perfeita. Em paralelo a esta aparentemente natural emiss\u00e3o, sabemos da j\u00e1 mencionada obsess\u00e3o com que repete, em particular, cada acorde e palavra, antes de oferecer-nos, em p\u00fablico, o resultado de um trabalho que se assemelha a uma obra de ourivesaria, onde a imagem \u00e9 limada at\u00e9 que se lhe extraia a ideia correspondente, tal qual um platonismo que se pretendesse de elite e aristocr\u00e1tico (justo o contr\u00e1rio do que Nietzsche dizia do cristianismo, ao qualific\u00e1-lo como certo platonismo popular). Esta a raz\u00e3o pela qual n\u00e3o conseguimos idolatr\u00e1-lo: ao inv\u00e9s de imagens, cuja adora\u00e7\u00e3o caracteriza a idolatria, Jo\u00e3o, valendo-se dos canais de comunica\u00e7\u00e3o de cultura de massas, traz-nos \u00e0 luz as ideias musicais com que veste as can\u00e7\u00f5es, fazendo-as soar atemporais. correndo por fora da hist\u00f3ria da m\u00fasica ocidental, o g\u00eanero can\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi capaz e sequer pretendeu, em ess\u00eancia, eliminar o &#8220;ru\u00eddo&#8221; ou valorizar o &#8220;sil\u00eancio&#8221;. Haja vista a diferen\u00e7a de postura entre o p\u00fablico que assiste \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de uma orquestra sinf\u00f4nica numa sala de concerto, e aquele outro p\u00fablico que se manifesta em qualquer show de m\u00fasica popular. Jo\u00e3o trouxe para o ambiente da can\u00e7\u00e3o as especificidades de um procedimento que \u00e9 todo ele dos dom\u00ednios da m\u00fasica erudita. N\u00e3o admite amplifica\u00e7\u00e3o do som do seu instrumento sen\u00e3o atrav\u00e9s de microfones capazes de reproduzir com fidelidade a sonoridade emitida. Recusa valer-se de &#8220;viol\u00f5es eletrificados&#8221;, aqueles que possuem um cabo que liga o instrumento \u00e0s caixas ac\u00fasticas. Canta numa frequ\u00eancia que solicita o sil\u00eancio do ouvinte. Exige que o local em que se apresenta seja dotado de ac\u00fastica que n\u00e3o comprometa o conjunto. Mas mais do que tudo isto, longe das grava\u00e7\u00f5es em disco, cujos arranjos j\u00e1 s\u00e3o por si bastante econ\u00f4micos, Jo\u00e3o apresenta-se s\u00f3. Augusto de Campos comenta no j\u00e1 cl\u00e1ssico &#8220;Balan\u00e7o da Bossa e outras Bossas&#8221;, que quando o visitou em Nova Iorque para mostrar-lhe o a\u00fadio de uma entrevista concedida por Caetano Veloso, Jo\u00e3o pediu que Augusto de Campos avisasse Caetano de que ele, de l\u00e1 da Am\u00e9rica do Norte, ficaria olhando para ele, Caetano, aqui no Brasil. \u00c9 assim que o vejo. Olhando-nos com a complac\u00eancia de uma esfinge que n\u00e3o devora os incapazes em decifrar seus enigmas.<\/p>\n<p><strong>Luiz Carlos Andrade Santos<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tributo ao amigo Luiz Carlos, Nem todos tiveram a honra de conhecer Luiz Carlos Andrade Santos pessoalmente, recentemente ele nos deixou e com ele levou uma parte de nossos cora\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, devido ao seu talento em escrever e ensinar, deixou muitos textos, poemas, ensaios e trocas de emails que revelam, n\u00e3o apenas sua genialidade, mas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1864,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[81,80],"tags":[],"class_list":["post-1855","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-luiz-carlos-andrade-santos"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":8}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1855","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1855"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1855\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1869,"href":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1855\/revisions\/1869"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1864"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1855"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1855"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.foradacaixacoletivo.com.br\/openzine\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}