Neste mundo onde enaltecemos o Ter ao invés do Ser, criamos produtos e necessidades de consumo que estão levando o planeta a destruição e poluição. Caminhamos para a escassez e caos. Porém muitas pessoas estão remando contra essa correnteza, estão buscando maneiras mais leves, ecológicas e simples de viver. Abandonaram hábitos de consumo, mudaram de empregos, casas, a quantidade de itens que possuem em seus armários e dizem que se sentem muito mais felizes e contentes. Ao adotar estes hábitos a vida deixou de ser uma corrida maluca, onde todos querem chegar em primeiro mesmo que seja passando por cima dos outros.

Downshifting (redução de velocidade, intensidade ou nível de atividade) é frequentemente usado para descrever o ato de mudar de um estilo de vida de maior consumo para um outro, baseado na simplicidade voluntária. Mas o downshifting, como conceito, embora tenha muitos pontos comuns com a simplicidade voluntária, é um outro conceito.

Simplicidade voluntária é um estilo de vida no qual os indivíduos conscientemente escolhem minimizar a preocupação com o “quanto mais melhor”, em termos de riqueza e consumo. Seus adeptos escolhem uma vida simples por diferentes razões que podem estar ligadas a espiritualidade, saúde, qualidade de vida e do tempo passado com a família e amigos, redução do stress, preservação do meio ambiente, justiça social ou anticonsumismo, enquanto outros escolhem viver mais simplesmente por preferência pessoal ou por razões econômicas – embora a vida simples seja essencialmente uma escolha e nada tenha a ver com “pobreza forçada”. Este modo de viver inspirou Mahatma Gandhi, que uniu a luta pelos direitos humanos a um estilo de vida simples e abnegada.

Para refletir sobre nossos hábitos de consumo, especialmente nesta época de festas final de ano, quando as pessoas parecem entrar num frenesi de compras, abusando das comidas, bebidas e cartões de credito. Exageros que podem revelar que compramos na tentativa de preencher um vazio existencial, ostentamos porque somos inseguros e precisamos que os “outros” acreditem que somos felizes e prósperos, quando na verdade nos sentimos solitários, deprimidos ou estressados.
Mas nunca é tarde para colocarmos a mão na consciência ao invés da carteira, pequenas mudanças iniciais podem nos impulsionar para as grandes revoluções. Por que não fazer na passagem de ano sua revolução interior, fuja das “resoluções” que nunca duram.
Se você sente que está faltando alguma coisa na sua vida, saiba que não é uma coisa, e sim um proposito. Aproveite a mudança no calendário para iniciar um novo ano com uma proposta de ser a sua melhor versão, para mostrar alguns exemplos inspiradores vamos assistir juntos o filme documental Minimalism – um documentário sobre as coisas importantes, realizado por Matt D’Avella, dá-nos a conhecer várias estilos de vida focados no minimalismo, incluindo Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, autores e fundadores do site The Minimalists, mostra um movimento que revolucionou a vida de muitas pessoas no mundo todo.

Tenha menos, seja mais!

Dia 01/12 – Sábado – 15:00
Contribuições livres – Inscrições antecipadas inbox ou contato@foradacaixacoletivo.com.br

Comentários Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *