É com muita alegria que receberemos o professor Paulo Edson Alves Jr. que vira nos contar um pouco sobre Jaraguá – Terra sem Mal o documentário e cd que ele gravou. Também conversaremos sobre suas pesquisas para a tese de doutorado (2007) sobre as traduções do Tupi realizadas por Pe. Anchieta. Além de nos contar sobre suas experiências com os índios Guarani da Aldeia Tekoa Pyau durante a gravação do seu CD Terra Sem Mal (2005) e do documentário “Jaraguá – Terra Sem Mal” (2010) que sua produtora realizou para a série História do Meu Bairro da TV Cultura.

O documentário:

O CD:

A tese de doutorado:
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-06112007-112448/pt-br.php

Abaixo o resumo de sua tese:

As traduções de textos religiosos e as obras de José de Anchieta (1534-1597) em tupi, destinadas à catequese, apresentavam um alto grau de inculturação e tendiam a mesclar termos católicos e indígenas. Basicamente, seus propósitos eram o de introduzir e difundir os preceitos do Cristianismo na cultura dos nativos do Brasil colonial. O objetivo deste estudo é demonstrar que Anchieta usou em suas traduções termos da cosmologia indígena para ilustrar conceitos cristãos sem, contudo, levar em conta seus verdadeiros significados originais. Para isso, inicialmente, analisaremos o cenário da colonização na América espanhola e portuguesa e as ações missionárias lideradas pela Companhia de Jesus. Também serão analisadas as características da língua tupi e, a seguir, compararemos o trabalho de Anchieta com outras traduções jesuíticas ao redor do mundo no mesmo período. Para que possamos discorrer sobre as estratégias usadas por Anchieta, recorreremos à perspectiva das teorias de Eugene Nida (em especial o conceito de equivalência dinâmica), de Lawrence Venuti e de Maria Tymoczko. Tais autores nos fornecem parâmetros para classificar as escolhas tradutológicas feitas pelo missionário. Por fim, serão discutidos detalhadamente trechos dos escritos de Anchieta nos quais ele traduziu para o tupi importantes conceitos cristãos.

Assistiremos o documentário e faremos uma roda de conversa após a exibição.

Dia 15/09 – Sábado – 15h

Contribuições espontâneas – Reserve sua participação antecipadamente enviando seus dados inbox ou contato@foradacaixacoletivo.com.br

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